Erros de Dev Júnior: Gostaria que tivessem me contado!

Quando entrei na área de programação, achava que precisava resolver tudo por conta própria. Passei horas tentando entender bugs que, no fim, eram erros bobos. Fingindo entender reuniões, enquanto pesquisava termos técnicos no celular. E sim, já quebrei código em projetos quando estava começando.

Se você sente que está atrasado, que não é bom o suficiente ou que talvez nem devesse estar nessa área… respira. Todo mundo passa por isso. E sim, com o tempo, as coisas melhoram.

Aqui estão 4 lições valiosas que eu gostaria de ter aprendido logo no início da minha jornada:


1. Código é para pessoas, não só para o computador

“Qualquer um pode escrever código que o computador entende. Bons devs escrevem código que humanos entendem.” – Martin Fowler

Em 2025, com IA gerando código, GitHub Copilot sugerindo soluções e frameworks mudando o tempo todo, pode parecer que escrever código é só copiar e colar.

Mas o diferencial continua sendo o mesmo: clareza.

🔸 Nomeie variáveis com significado.
🔸 Escreva funções pequenas e organizadas.
🔸 Evite soluções “gambiarras” só porque funcionam.

🔸 Buscar entender, raciocinar, ter pensamento lógico, buscar melhor caminho, questionar e não só aceitar.

Seu código não precisa parecer “inteligente”, precisa ser manutenível.
Não escreva para impressionar. Escreva para que você (e outras pessoas) entendam daqui a 6 meses.


2. Leia a documentação antes de surtar

Em tempos de IA, fóruns, Discord, e grupos no WhatsApp, é fácil pensar:
Alguém já teve esse erro, vou achar a resposta.
E aí você passa horas pulando entre respostas no Stack Overflow, vídeos no YouTube e tutoriais desatualizados.

Mas a verdade é que a melhor resposta, na maioria das vezes, está na documentação oficial.

A doc é escrita por quem desenvolveu a tecnologia. E ela é atualizada constantemente. Antes de tentar resolver no grito, leia com calma.

A documentação hoje é mais acessível do que nunca: com exemplos, vídeos e até playgrounds interativos até IA para ajudar a melhor o entendimento ( sim tem documentações chatas de enteder).

Economize tempo, energia mental — e evite erros que já foram resolvidos.
Ler primeiro = ganhar tempo depois.


3. Pense no futuro, mesmo quando o prazo for agora

Em 2025, a realidade é clara: projetos mudam o tempo todo.

Se você escreve código pensando só no que precisa funcionar “hoje”, vai acabar criando um monstro difícil de manter.

Ative o “modo à prova do futuro”:

🔧 Use variáveis de ambiente ou arquivos de config
🔧 Modularize o código (nada de arquivos gigantes com 2 mil linhas)
🔧 Espere por mudanças – APIs mudam, regras de negócio mudam, times mudam

Não é sobre prever tudo. É sobre escrever de forma que a próxima mudança não quebre tudo.


4. Debugar não é correr — é investigar

“Velocidade é bom. Precisão é melhor. Pânico é fracasso.” – Um dev de verdade, provavelmente

A notificação no Slack chega. O bug está no ar. O time está esperando.

A primeira reação? Tentar corrigir o mais rápido possível.
Mas calma. Debugar não é correr para “fazer funcionar” — é entender a origem do problema.

Entre no modo zen de debugging:

  • Pare.
  • Leia o erro.
  • Use logs.
  • Siga o fluxo do código, reveja os passos até o bug.
  • Tente reproduzir o erro, não apenas corrigi-lo.

Não tente tampar o sol com console.log.
Entenda o bug — não apenas o resolva.

Em 2025, ferramentas como o console do browser, debuggers visuais, extensões de logs e testes automatizados estão aí pra te ajudar. Use-as.


Conclusão

Programar bem nunca foi apenas fazer funcionar. É sobre clareza, manutenção, adaptação e evolução.

  • Escreva para humanos.
  • Leia antes de perguntar.
  • Pense além do sprint atual.
  • E debugue como um detetive, não como um atirador.

Em um mundo onde IA gera código, quem entende de verdade como e por que as coisas funcionam, quem raciciona qual melhor caminho e melhor forma de realizar a tarefa é quem se destaca.

Se você está começando, saiba: você não está sozinho. E sim, você é capaz.
Cada erro traz uma lição. Cada bug vencido te transforma.
E o código que você escreve hoje… é só o começo do que você vai construir amanhã.